Geografia

Com cerca de 55 km de comprimento, São Jorge, tem a largura máxima de 6,9 Km (Fajã das Pontas / Portinho da Calheta) e uma superfície aproximada de 246 km2, de origem vulcânica, terá iniciado a sua formação no Pliocénico há cerca de 2 a 5 milhões de anos, pela zona hoje denominada de Topo e, crescendo em virtude de sucessivas erupções vulcânicas, atingiu a dimensão que hoje conhecemos e se encontra, por acção dos elementos, em constante transformação.
Dividida em três zonas perfeitamente distintas: do Topo às "arregoas" do Norte Pequeno planáltica; A zona central é montanhosa e até ao seu extremo ocidental de novo planáltica. Toda a sua vertente Norte é íngreme, com acentuados desníveis suavizados, aqui e além, pelo produto de ocasionais derrocadas ou outros fenómenos vulcânicos que originaram as belas Fajãs que, para além de possuirem terrenos férteis, são, na sua maioria, possuidoras de verdadeiros microclimas que as tornam ideais para culturas específicas e exóticas.
A costa Sul é mais acessível apresentando, contudo, íngremes falésias suavizadas na zona central, da Fajã das Almas às Velas, e praticamente inacessível no seu extremo ocidental que se apresenta com arestas mais vivas o que evidencia a sua formação mais recente.
Se uma viagem de barco ao longo da sua costa permite uma visão superficial da sua constituição geológica onde predominam as rochas basálticas e escórias vulcânicas encontrando-se ainda, na zona do Topo, camadas de barro que podem atingir vários metros de espessura, a subida ao Pico da Esperança permite evidenciar a sua origem vulcânica ao distinguir-se perfeitamente as crateras de vulcões que estiveram na génese da zona central e ocidental da ilha com relevo para as erupções históricas de 1580 e 1808.

Meteorologia

Sua localização (em pleno oceano Atlântico) numa zona de altas pressões atmosféricas, beneficiando da influência da corrente do Golfo (gulf stream) que, mantendo a temperatura da água do mar entre os 17° e os 23°C e com temperaturas atmosféricas entre os 13° e os 24°C, condiciona a humidade do ar com uma média anual de 75 % e proporciona um regime de chuvas que ajudam a moldar não só o aspecto físico da paisagem como dos seres que a habitam.

Flora

Possuidora de uma flora característica comum, aquando da descoberta, à de outras ilhas atlânticas, a acção dos povoadores e de marinheiros vindos da África, Ásia, e América levou a uma profunda alteração no cobrimento vegetal da ilha.
A agricultura e a pastorícia causaram o desaparecimento da floresta primitiva da qual restam vestígios nas zonas de mais difícil acesso, onde ainda é possível encontrar:

A introdução de outras plantas teve um importante papel na subsistência das populações e hoje caracterizam, embelezam e perfumam a ilha. São exemplos:

E a pastagem, que constitui hoje a cobertura vegetal predominante na ilha.

Fauna

A fauna primitiva deveria compor-se sobretudo de aves.
Algumas das espécies então existentes ainda hoje nidificam em São Jorge. Entre outras podem-se encontrar:

Milhafre

e, junto ao mar, de crustáceos e moluscos que ainda se encontram:

Todos os outros animais, excepcionando o morcego, foram introduzidos e, alguns deles, bem recentemente como é o caso do Pardal, na década de 1970.

   

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Ilha de São Jorge, Açores, Portugal