Datas: 1580 - Vulcão de St.º Amaro

A 28 de Abril de 1580 sentiram-se, durante a noite, vários tremores de terra que culminaram no dia 1 de Maio, pela manhã, com o surgimento nos montes sobranceiros à Queimada, de duas crateras eruptivas seguidas, horas mais tarde pelo surgimento de uma nova cratera, na Ribeira do Nabo.
Desde logo algumas pessoas, aterrorizadas pelo tremor da terra, queda de pedras e cinzas, procuraram fugir. Contudo as autoridades das Velas, não autorizando o embarque de ninguém mandaram buscar alguns barcos, às vizinhas ilhas do Pico e do Faial, para uma possível evacuação que esteve eminente quando, no dia 1 de Junho entrou em actividade uma nova cratera, próxima da Ribeira do Almeida, com emissão de cinzas, lavas e ocasionalmente de "nuvens ardentes".
Em consequência dos fenómenos vulcânicos houve grande mortandade, nomeadamente de abelhas e de gado (cerca de 4.000 cabeças) pois as ervas secaram e, atingidos por uma "nuvem ardente" próximo do cais da Queimada, morreram 10 pessoas.
Em virtude da orientação dos ventos, durante os 4 meses que durou esta erupção, Rosais, celeiro da ilha, não foi atingido pela queda de cinzas pelo que a colheita de trigo não foi grandemente prejudicada. O mesmo não se verificou com a produção de vinho que sofreu grande diminuição pois uma das principais zonas de produção (Queimada - Urzelina) foi directamente atingida.

Todas as citações foram colhidas na Bibliografia consultada:

ARQUIVO DOS AÇORES volume II, pag. 188.
Edição da Universidade dos Açores Ponta Delgada - 1980

   

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